
“Desde aquele dia até o presente, o conhecimento da lei
de Deus tem-se preservado na Terra, e o sábado do quarto mandamento
tem sido guardado.” – O Grande Conflito, pág. 453. |
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Desde o princípio dos tempos
Antes da queda, nossos primeiros pais
tinham guardado o sábado, que fora instituído no Éden;
e depois de sua expulsão do Paraíso, continuaram sua observância.
Haviam provado os amargos frutos da desobediência, e aprenderam
o que todos os que pisam os mandamentos de Deus mais cedo ou mais tarde
aprenderão: que os preceitos divinos são sagrados e imutáveis
e que a pena da transgressão certamente será aplicada. O
sábado foi honrado por todos os filhos de Adão que permaneceram
fiéis para com Deus. Mas Caim e seus descendentes não respeitaram
o dia em que Deus repousara. Escolheram o seu próprio tempo para
o trabalho e para o descanso, sem consideração para com
o mandado expresso de Jeová.1
Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado
foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden;
por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso
de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel
até o justo Noé, até Abraão, Jacó.
Quando o povo escolhido esteve em cativeiro no Egito, muitos, em meio
da idolatria dominante, perderam o conhecimento da lei de Deus; mas, quando
o Senhor libertou Israel, proclamou-a com terrível majestade à
multidão reunida, para que conhecesse a Sua vontade, e a Ele temesse
e obedecesse para sempre.
Desde aquele dia até o presente, o conhecimento da lei de Deus
tem-se preservado na Terra, e o sábado do quarto mandamento tem
sido guardado. Posto que o “homem do pecado” conseguisse calcar
a pés o santo dia de Deus, houve, contudo, mesmo no período
de sua supremacia, ocultas nos lugares solitários, almas fiéis
que lhe dispensavam honra. Desde a Reforma, tem havido alguns, em cada
geração, a manterem a sua observância. Embora freqüentemente
em meio de ignomínia e perseguição, constante testemunho
tem sido dado da perpetuidade da lei de Deus e da obrigação
sagrada relativa ao sábado da Criação.2
O sábado, como um memorial do poder criador divino, designa a Deus
como o que fez os céus e a Terra. Daí o ser ele uma testemunha
constante de Sua existência, e lembrança de Sua grandeza,
Sua sabedoria e Seu amor. Se o sábado tivesse sido observado de
maneira sagrada, nunca teria havido um ateu ou idólatra.
A instituição do sábado, que se originou no Éden,
é tão antiga como o próprio mundo. Foi observado
por todos os patriarcas, desde a criação. Durante o cativeiro
no Egito, os israelitas foram obrigados por seus maiorais de tarefas a
violar o sábado; e em grande parte perderam o conhecimento de sua
santidade.
Quando a lei foi proclamada no Sinai, as primeiras palavras do quarto
mandamento foram: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”
(Êxodo 20:8), mostrando que o sábado não foi instituído
então; sua origem está ligada à criação.
A fim de apagar a lembrança de Deus da mente dos homens, Satanás
intentava destruir este grande memorial. Se os homens pudessem ser levados
a esquecer seu Criador, não fariam esforços para resistir
ao poder do mal, e Satanás estaria certo de sua presa.3
Referências:
1. Patriarcas e Profetas, págs. 80 e 81.
2. O Grande Conflito, pág. 453.
3. Patriarcas e Profetas, pág. 336.
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